Após votação popular, Xingu é escolhido como nome de oncinha nascida no BioParque Vale Amazônia

O nome Xingu foi o mais votado, com mais de 56% dos votos. Em seguida aparecem Solimões com 27,7% do votos e Tapajós com 16,3%

 
Após mobilizar pessoas de todo o país em uma votação online, o BioParque Vale Amazônia anunciou, neste domingo, 29, o nome da sua nova oncinha: Xingu. A escolha foi revelada durante a programação que celebrou os 41 anos do parque, localizado na Serra dos Carajás, em Parauapebas.

Ao todo, a votação recebeu mais de 28 mil votos. Os nomes disponíveis tinham origem indígena e faziam referência a importantes rios da Amazônia. O nome Xingu foi o mais votado, com mais de 56% dos votos. Em seguida aparecem Solimões com 27,7% do votos e Tapajós com 16,3%. Xingu é uma onça-pintada macho, com genética do Cerrado, nascida a partir de um programa de reprodução conduzido pela equipe técnica do parque. O nascimento é considerado um marco para a conservação da espécie, atualmente ameaçada de extinção. 

Histórico
 
A gestação da onça-pintada dura entre três e quatro meses e, em geral, resulta no nascimento de até dois filhotes. Nos últimos doze anos, o BioParque Vale Amazônia contabiliza sete registros de nascimento. Em 2014 vieram ao mundo Thor e Pandora (genética amazônica); dois anos depois nasceram as irmãs Sheila e Leila (onças-pintadas melânicas de genética amazônica); e em 2022, o parque celebrou o nascimento de um casal de filhotes Rhudá e Rhuana (genética do cerrado). Agora, a chegada do Xingu, filhote de onça do casal Marília e Zezé de genética do cerrado, já integrados ao plantel do BioParque, reforça a trajetória de êxito da instituição na conservação da espécie.
 
A expectativa é que ele deixe a área interna do recinto, onde recebe cuidados especiais por ser recém-nascido, e possa ser apresentada ao recinto ainda neste primeiro semestre.
 
Ao atingir a fase adulta, a onça-pintada, que é o maior felino das Américas, pode chegar até 1,90 metro de comprimento e 80 centímetros altura, podendo atingir 135 quilos.
 
Sobre os pais da nova oncinha
 
Os pais da oncinha chegaram ao BioParque vindos de Goiás. Sua mãe Marília foi resgatada de cativeiro ilegal e seu pai Zezé nasceu em instituição em Goiás, filho de pais resgatados assim como Marília de cativeiro ilegal de animais silvestres. Por terem sido retirados do habitat natural e mantidos sob influência humana, eles não podem ser reintroduzidos na natureza — situação comum em casos de apreensão, quando o animal perde habilidades essenciais para sobreviver em vida livre. Hoje, sob cuidados permanentes, o casal integra o plantel e ajuda a reforçar, junto ao público, a importância do combate ao tráfico e da preservação da fauna.

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