Cedro Mineração obtém licenças para expansão de R$ 3,5 bilhões em Mariana

Com a aprovação do licenciamento ambiental, a mineradora poderá aumentar a capacidade de beneficiamento da unidade para 10 milhões de toneladas anuais de minério bruto.

Foto: Divulgação/Cedro Mineração

Continua depois da publicidade

O Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) aprovou nesta sexta-feira (25) as licenças prévia, de instalação e de operação do projeto de expansão da mina da Cedro Mineração em Mariana, na região Central de Minas Gerais. A empresa prevê investir R$ 3,5 bilhões no projeto e gerar mais de mil empregos, diretos e indiretos, na fase operacional.

Com a aprovação do licenciamento ambiental, o braço do setor mineral da Cedro Participações poderá aumentar a capacidade de beneficiamento da unidade para 10 milhões de toneladas anuais de minério bruto, o que corresponde a uma produção anual de até 5,5 milhões de toneladas de pellet feed. Atualmente, são produzidas cerca de 2,5 milhões de toneladas de minério de ferro bruto por ano no complexo.

“Este projeto combina a ampliação da nossa capacidade, a geração de mais empregos em Mariana e a adoção de tecnologias mais modernas. É um passo importante para a Cedro e para a mineração em Minas Gerais”, afirma o presidente do conselho de administração da Cedro Participações, José Carlos Martins, em nota à reportagem.

Continua depois da publicidade

A ampliação em Mariana integra os planos da holding para alcançar 20 milhões de toneladas anuais a partir de 2032, o que posicionará a Cedro Mineração como a quinta maior produtora de minério de ferro do Brasil. O grupo também busca posicionar a mineradora como fornecedora de pellet feed para mercados como Europa e Oriente Médio, o que torna o projeto importante, já que terá como foco a produção do produto premium.

Além de expandir a capacidade produtiva, o planejamento da Cedro Participações inclui a construção do Porto do Meio, em Itaguaí, no Rio de Janeiro. Com investimento estimado em R$ 3,6 bilhões e previsão de entrada em operação para o primeiro trimestre de 2030, o terminal terá capacidade inicial para escoar até 15 milhões de toneladas de minério por ano, conectando as minas de Minas Gerais ao mercado externo.

No momento, a Cedro Mineração produz aproximadamente 7,5 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. O produto da empresa é o sinter feed. Em torno de 20% da produção vai para usinas do mercado interno, enquanto os outros 80% são repassados à Vale, à CSN ou ao Porto Sudeste e, posteriormente, destinados para o exterior.

Em trecho da nota, a holding diz que a verticalização do negócio permitirá a Cedro se tornar a primeira mineradora de ferro 100% nacional e de capital fechado a controlar todas as etapas da cadeia, da extração ao embarque. Em recente entrevista ao Diário do Comércio, o diretor da Cedro Participações, Marcus Santarém, também destaca que o Porto do Meio trará independência na exportação e reduzirá riscos associados à expansão na mineração.

Segundo ele, assim como outras produtoras de minério de ferro do Quadrilátero Ferrífero que estão em crescimento, a Cedro Mineração não consegue vender diretamente para clientes internacionais por não ter porto para escoar. Os poucos terminais existentes hoje estão ligados a grandes mineradoras e as empresas menores ficam reféns dessas instalações.

Ainda de acordo com Santarém, o porto da Cedro em Itaguaí será construído com foco na produção própria, embora possa, eventualmente, movimentar minério de outras empresas. O diretor ressalta que a carteira de projetos de ampliação do grupo no setor mineral deve gerar volume suficiente para ocupar a capacidade instalada do empreendimento.

Texto: Thyago Henrique / Diário do Comércio

Deixe o seu comentário

Posts relacionados