Projeto Colossus avança com aquisição de sistema avançado de filtragem e aporte de R$ 77,5 mi do BNDES

O grande diferencial tecnológico da nova máquina reside na capacidade de separação entre sólidos e líquidos após o processamento da argila. Essa divisão permite que o material sólido retorne ao ambiente de lavra, minimizando o impacto ambiental.

Imagem meramente ilustrativa / Fonte: Revista Minérios

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A Viridis Mineração deu um passo decisivo para o avanço das operações no Projeto Colossus, localizado em Poços de Caldas (MG). A companhia assinou o primeiro grande contrato de suprimento focado na aquisição de um sistema tecnológico de alta precisão para a filtragem e separação de resíduos. O equipamento será responsável por processar a argila iônica extraída da mina, otimizando uma das etapas operacionais mais complexas da mineração sustentável.

O grande diferencial tecnológico da nova máquina reside na capacidade de separação contínua entre sólidos e líquidos após o processamento da argila. Essa separação imediata permite que o material sólido retorne ao ambiente da lavra como parte direta do plano de reabilitação e recuperação das áreas mineradas, eliminando o acúmulo de efluentes e minimizando o impacto ambiental.

A engenharia do sistema foi dimensionada para sustentar um projeto de grande porte, projetado para processar até 5 milhões de toneladas por ano. Em análise sobre o avanço, o geofísico e divulgador científico Sérgio Sacani destacou a relevância estratégica da escolha tecnológica.

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Geofísico e divulgador científico Sérgio Sacani / Foto: Divulgação

“O principal problema das terras raras hoje é o desafio ambiental. Esse equipamento pode ajudar a resolver. Com estudo de viabilidade já concluído e a conexão à rede elétrica garantida, o cronograma da Viridis está a todo vapor e a meta é que a primeira extração comercial em Poços de Caldas ocorra em 2028. Isso não é apenas mineração, é um movimento estratégico para posicionar a operação brasileira como sendo a próxima grande força ocidental no fornecimento das terras raras, tanto leves quanto as pesadas e de alto valor”, ressaltou.

Aporte do BNDES e da Finep impulsiona planta piloto
A contratação do sistema de filtragem coincide com o anúncio da aprovação de um financiamento de R$ 77,5 milhões pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no âmbito do programa BNDES Mais Inovação e em parceria com a Finep.

O investimento viabilizará a implantação do Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras (CPTR) em Poços de Caldas. A unidade piloto servirá como laboratório em escala industrial para a validação da rota de processamento de argilas iônicas e para a produção inicial de Carbonato Misto de Terras Raras.

Segundo Rafael Moreno, diretor-geral da Viridis Mineração, o crédito aprovado junto ao BNDES conta com prazo de 16 anos e custo de cerca de 4,8% ao ano. O aporte soma-se aos US$ 154 milhões já captados em capital próprio pela companhia, reforçando a estrutura financeira para a execução do cronograma.

Cronograma de Implantação do Projeto Colossus

  • Estruturação financeira e prototipagem: Aprovação de R$ 77,5 milhões via BNDES/Finep para o Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras (CPTR).
  • Início das obras industriais: Previsto para o 1º trimestre de 2027.
  • Operação e primeira extração comercial: Meta fixada para o final de 2028.

A Viridis Mineração é subsidiária integral da australiana Viridis Mining and Minerals e detém 100% dos direitos sobre o depósito de argilas iônicas de Poços de Caldas, considerado uma das jazidas de terras raras pesadas mais promissoras fora do continente asiático.

Redação CKS Online com informações do InfoMoney

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