Minas Gerais receberá R$ 13 bilhões em investimentos na cadeia do nióbio para a próxima década

Companhia já aplicou R$ 2 bilhões em seu Complexo Industrial situado em Araxá (MG), contemplando novas linhas, plantas e a modernização de equipamentos

A Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) planeja injetar cerca de R$ 13 bilhões entre 2026 e 2031 para impulsionar sua estratégia de crescimento de longo prazo, com foco especial no desenvolvimento do mercado de nióbio e na ampliação do atendimento aos clientes em Minas Gerais, conforme apontou o site Brasil Mineral.

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Segundo a publicação, os recursos serão direcionados para três frentes principais: a expansão da capacidade produtiva, o desenvolvimento de novos materiais e aplicações, além de investimentos em tecnologia, inovação e infraestrutura.

A reportagem destaca que a companhia já aplicou R$ 2 bilhões em seu Complexo Industrial situado em Araxá (MG), contemplando novas linhas, plantas e a modernização de equipamentos. Entre os projetos em andamento, destacam-se linhas voltadas à produção de óxidos de nióbio para aplicações de alto valor agregado em segmentos como eletrificação, baterias, componentes eletrônicos e tecnologias para data centers de inteligência artificial. O site ressalta que essa expansão consolida o papel estratégico do estado na cadeia produtiva nacional do minério.

Em linha com o plano de diversificação, a empresa busca ampliar a adoção do nióbio na indústria siderúrgica e em novas frentes. O portal lembra que, em 2025, a companhia superou a marca histórica de 100 mil toneladas de ferronióbio equivalente comercializadas ao mercado global, mantendo uma capacidade produtiva instalada de 150 mil toneladas anuais — patamar superior à demanda global registrada no último ano.

O site Brasil Mineral também pontua que os investimentos contínuos geram impactos socioeconômicos positivos na região, com a ampliação de postos de trabalho e o fortalecimento de empresas parceiras.

Atualmente, o complexo industrial em Araxá conta com mais de 2.000 colaboradores diretos e cerca de 4.500 profissionais de prestadoras de serviços. Por fim, a publicação aborda que, embora acompanhe o mercado de terras-raras em parceria com instituições de pesquisa, a companhia avalia que os estudos atuais ainda não demonstram viabilidade econômica para uma operação em escala industrial em virtude dos altos custos para o tratamento de rejeitos.

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