A mineradora Vale anunciou um crescimento de 20,9% na produção de minério de ferro no segundo trimestre em relação aos três primeiros meses do ano, alcançando o seu melhor desempenho produtivo para o período desde 2018. Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, a alta atinge o volume total de 84,3 milhões de toneladas do ativo, impulsionada por marcas recordes registradas nas usinas do Pará e por incrementos vindos das operações em Minas Gerais.
A reportagem destaca que, no confronto com o mesmo período do ano anterior, o crescimento manteve-se positivo, embora de forma mais modesta, marcando uma elevação de 0,8%. O bom desempenho do setor minerário foi puxado principalmente pela performance da usina S11D, em Canaã dos Carajás, associada aos volumes adicionais extraídos nas minas de Capanema, em Ouro Preto, e de Vargem Grande 1, localizada em Nova Lima.
As comercializações do insumo acompanharam a tendência de alta e fecharam em 79,7 milhões de toneladas, o que representa um salto de 16,1% frente ao trimestre anterior e de 3,1% na comparação anual. Conforme detalha o site, a empresa atribuiu a expansão das vendas ao escoamento dos estoques acumulados em períodos anteriores, somado ao fortalecimento do ritmo produtivo nos complexos operacionais.
Em contrapartida, a publicação salienta que a produção de pelotas — pequenas esferas de minério fundamentais para o setor siderúrgico — recuou 7%, somando 7,3 milhões de toneladas. O retração foi provocada pela interrupção temporária das atividades nas plantas situadas em Omã, no Oriente Médio, motivada inicialmente por serviços de manutenção e, posteriormente, pelo acirramento dos conflitos na região, onde a companhia mantém estrutura fabril com capacidade para 9 milhões de toneladas.
O desempenho positivo estendeu-se ao segmento de metais básicos da multinacional brasileira. A extração de cobre bateu 98,4 mil toneladas, cravando o melhor resultado para um segundo trimestre desde 2017. Paralelamente, o níquel — insumo chave para a fabricação de aço inoxidável e baterias — somou 42 mil toneladas no período, registrando o indicador mais expressivo para o trimestre desde 2020.
Por fim, o texto da Folha de S.Paulo contextualiza que a divulgação dos resultados operacionais coincide com a realização da assembleia extraordinária marcada para decidir o novo presidente do conselho de administração da companhia. O pleito ocorre após a renúncia de Daniel Stieler, provocada por pressões da Previ. A disputa pelo comando do órgão máximo de gestão coloca frente a frente Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira (o Ollie), apontado como o nome apoiado pela Previ e pelo governo, e Marcelo Gasparino, cuja candidatura busca reverter o cenário por meio dos votos de acionistas estrangeiros intermediados pelo JP Morgan.











