Bravo Mining industrializará minerais extraídos no Pará em nova unidade de processamento

Unidade deve processar os metais extraídos no Projeto Luanga, mas ficará localizada em Barcarena, devido à proximidade com o Porto de Vila do Conde

A Bravo Mining Corp. deu um passo decisivo em sua estratégia de agregar valor à produção mineral no país ao obter autorização para processar industrialmente, no próprio estado do Pará, os minerais extraídos de suas jazidas locais. De acordo com informações do site Brasil Mineral, o Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (CZPE) deu o aval formal para que a subsidiária Bravo Metals Ltda. instale sua unidade industrial na Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Barcarena, permitindo a transformação do minério paraense em mattes e ligas de alto valor agregado.

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Conforme aponta a matéria, a decisão foi aprovada em 25 de agosto e publicada no Diário Oficial da União em 1º de setembro. O direito de instalação concede à companhia acesso ao regime tributário, cambial e administrativo especial das ZPEs pelo período de 20 anos. O site destaca entre as vantagens a suspensão de impostos federais para equipamentos e insumos importados ou adquiridos no mercado interno, além de facilidades logísticas. A publicação ressalta, no entanto, que o licenciamento ambiental segue como uma etapa independente para o início das operações.

A reportagem do Brasil Mineral ressalta que a empresa é o primeiro projeto do setor mineral a se tornar a “empresa âncora” de uma ZPE no Brasil. Com essa estrutura, a Bravo Metals pretende implantar uma unidade de fundição voltada para o beneficiamento industrial dos concentrados extraídos do depósito de Luanga, composto por metais como níquel, paládio, platina, ródio, ouro, cobre e cobalto.

Em declarações reproduzidas pela publicação, o presidente do Conselho e CEO da Bravo, Luís Maurício Azevedo, afirmou que a medida consolida o avanço do processamento downstream (a jusante) no Pará. A aprovação coincide com a fase final do Estudo de Pré-Viabilidade (PFS) do Projeto Luanga, que avalia justamente os ganhos da integração vertical e do beneficiamento dos minérios dentro do território nacional.

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A matéria destaca ainda que a escolha de Barcarena fundamenta-se na infraestrutura logística local, caracterizada pela proximidade com o Porto de Vila do Conde, acesso a energias renováveis e forte integração com indústrias da região, como o setor de fertilizantes — potencial consumidor do ácido sulfúrico gerado como subproduto no processo de fundição.

Segundo o site, essa etapa conclui um ciclo regulatório iniciado com o decreto de criação da ZPE de Barcarena, posicionando o projeto paraense em sintonia com as diretrizes do país de ampliar a agregação de valor aos seus minerais críticos.

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