Ex-CEO da Vale, Fabio Schvartsman assume a presidência executiva da CSN

Schvartsman comandou a Vale entre maio de 2017 e fevereiro de 2019, período em que se afastou poucas semanas após o rompimento da barragem em Brumadinho

O ex-presidente da Vale, Fabio Schvartsman, passa a desempenhar o papel de presidente executivo da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) a partir desta quinta-feira (3), conforme fato relevante emitido pela empresa. Segundo informações divulgadas pelo site da CNN, Benjamin Steinbruch continuará na siderúrgica, permanecendo na cadeira de presidente do Conselho de Administração.

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Schvartsman comandou a Vale entre maio de 2017 e fevereiro de 2019, período em que se afastou poucas semanas após o rompimento da barragem em Brumadinho. Agora, ele assume a liderança da CSN em um momento crítico de pressão financeira, conforme aponta a reportagem.

A troca de comando ocorre em meio a uma forte deterioração dos títulos de dívida da siderúrgica. De acordo com a notícia, no mercado secundário, as debêntures da CSN estão sendo negociadas com deságio relevante em relação ao preço unitário na curva. Um papel com vencimento previsto para 2030, por exemplo, fechou com deságio médio de 57%, fazendo com que a rentabilidade atingisse a marca de IPCA + 31,4%.

Essa desvalorização acentuada dos papéis é um movimento recente. Conforme detalha a publicação, no início do ano os títulos operavam próximos ao valor atualizado da dívida, mas a situação piorou após uma série de rebaixamentos de nota de crédito efetuados pelas principais agências de classificação de risco.

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As agências S&P, Moody’s e Fitch cortaram os ratings da companhia em razão do endividamento elevado, da queima recorrente de caixa, do peso dos juros sobre os resultados financeiros e da concentração de vencimentos de dívidas até 2028. O cenário de apreensão no mercado aumentou porque o plano de desalavancagem da empresa depende diretamente da venda de ativos — principalmente da CSN Cimentos e de outras participações —, operações que ainda seguem cercadas de incertezas. Em maio, a Moody’s reduziu a nota da CSN para Caa1, alertando sobre os riscos de uma reestruturação desfavorável aos credores; em julho, foi a vez de a Fitch rebaixar o título para uma faixa de risco extremamente elevado.

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