Uma filhote de onça-pintada de apenas 4 meses de idade foi enviada do Pará para o Distrito Federal, nesta semana, para começar um processo de reabilitação.
O animal foi recebido no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama, que já acolhe outras onças-pintadas e outros felinos de grande porte. A onça foi resgatada em Altamira (PA), em junho, e desde então recebia cuidados no Cetas Benevides, na região metropolitana de Belém.

Segundo o Ibama, a oncinha foi encontrada em uma fazenda, onde era criada como um animal de estimação.

A família chegou a passar 30 dias com a onça antes de acionar o Cetas. Quando foi resgatada, a fêmea apresentava quadro de deficiência nutricional e alopecia difusa — perda de pelo em diferentes regiões do corpo.
Mais forte e recuperado, o animal agora segue o tratamento em Brasília– unidade de referência nacional na reabilitação de grandes felinos.
Jornada para o DF
Para percorrer esse trajeto, os técnicos contaram com o apoio logístico do Avião Solidário da Latam, o que reduziu o tempo de viagem – de pouco mais de um dia para apenas três horas.
O projeto é voltado para o apoio de iniciativas sociais e ambientais. Em 14 anos de atuação, o Avião Solidário já transportou 4,6 mil animais, além de voluntários e doações em ações humanitárias.


“Apoiar a preservação de espécies ameaçadas e oferecer uma nova chance a animais como este filhote de onça é motivo de grande orgulho para o programa Avião Solidário e evidencia a importância de colocar nossa conectividade a favor de iniciativas socioambientais”, afirma Raquel Argentino, gerente de Sustentabilidade e Impacto Social da Latam.
Nova etapa
Agora em Brasília, a filhote deve continuar o processo de reabilitação. Os veterinários ainda vão avaliar se a onça pode ou não voltar para a natureza.
Júlio César Montanha, chefe do Cetas Brasília, conta que o animal está saudável e com peso adequado para a idade.
“Neste momento, a equipe do Ibama está iniciando o protocolo de avaliação comportamental do animal, o que poderá definir se ele está apto ou não a participar do Programa de Reabilitação, Soltura e Monitoramento do Cetas Brasília”, explica.
➡️No caso das onças, o ideal é que o animal se torne mais arisco e não veja o ser humano como uma referência para obter alimento.
➡️ Com isso, ele pode se adaptar melhor a natureza sem se aproximar das áreas habitadas.
Só após essa avaliação, que deve ser feita nos próximos 30 dias, os especialistas vão definir se o animal pode integrar o programa.
Caso não identifique as aptidões necessárias, o Cetas vai avaliar espaços que mais se adequam às necessidades do felino.
Texto: Gabriella Braz / G1 DF / Fotos: Ibama








