O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) oficializou a criação de um grupo de trabalho voltado para a elaboração do Programa Inova+Mineral. Conforme publicado pelo site VGN, a iniciativa tem como objetivo principal transformar o modelo de exploração de recursos minerais no Brasil. A medida foi formalizada nesta quarta-feira (13.05) por meio da Portaria MCTI nº 10.064/2026, estabelecendo um prazo inicial de 90 dias para que a proposta seja apresentada.
De acordo com o site, o foco central do programa é estimular a inovação dentro do setor mineral, buscando diminuir a dependência histórica do país em relação à exportação de minério bruto. A estratégia visa ampliar o processamento interno desses materiais, impulsionando a criação de produtos com maior valor agregado em território nacional. Na prática, a reportagem destaca que o governo federal empenha-se em fortalecer toda a cadeia produtiva da mineração, utilizando como pilares a tecnologia, a pesquisa científica e a industrialização.
Essa movimentação ganha força em um cenário global de crescente demanda por minerais estratégicos, peças-chave na fabricação de baterias, no desenvolvimento de energia limpa e em tecnologias digitais. O site VGN aponta que tais insumos são vitais para a transição energética mundial, um fator que acaba acirrando a concorrência internacional não apenas pela extração mineral, mas, sobretudo, pelo controle das tecnologias que transformam esses recursos.
Para conduzir os estudos, o grupo de trabalho reunirá órgãos vinculados ao MCTI, incluindo o CNPq, a Finep, a Embrapii e o Centro de Tecnologia Mineral (CETEM), sob a coordenação da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação. A reportagem detalha ainda que o colegiado terá a prerrogativa de consultar especialistas e representantes do setor produtivo ao longo do processo de formulação do plano.
Por fim, o site informa que a proposta final deverá contemplar metas claras, eixos de atuação, fontes de financiamento, indicação de cadeias produtivas prioritárias e modelos de governança, além de diretrizes para estreitar laços entre o governo, a iniciativa privada e as universidades. O comitê terá 90 dias — prazo que pode ser estendido uma única vez — para encaminhar o relatório conclusivo ao ministério, momento em que o governo avaliará a implementação definitiva do programa.











