Presidente do Ibram lamenta que mineradoras precisem buscar capital em bolsas estrangeiras

Durante uma audiência pública na Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado, Cesário criticou a atual dependência que as companhias nacionais

O presidente do Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração), Pablo Cesário, defendeu nesta quinta-feira (28) a necessidade de o Brasil estruturar seu mercado financeiro e de capitais para dar suporte às mineradoras. Segundo declarações obtidas pela Agência Infra, o executivo destacou que essa movimentação é o próximo passo necessário após o país ter preparado o ambiente regulatório e de negócios focado em atrair investimentos para o setor de minerais críticos.

Durante uma audiência pública na Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado, Cesário criticou a atual dependência que as companhias nacionais têm de recursos estrangeiros. “É, absolutamente, uma vergonha que nós, como brasileiros, com o nosso mercado de capital, termos mais empresas brasileiras listadas na bolsa do Canadá e da Austrália do que aqui”, desabafou o dirigente à reportagem.

De acordo com o site, o presidente do Ibram explicou que a obrigação de buscar financiamento no exterior traz consequências negativas diretas para a economia do país, resultando em menos investimentos e, principalmente, em uma perda significativa na autonomia de decisão das empresas. O executivo ressaltou à agência que o Brasil já possui capital suficiente circulando internamente para dar o pontapé inicial no fomento desse financiamento local.

“É inaceitável que a gente não consiga construir, canalizar a poupança dos brasileiros com nossos fundos de pensão, com nossos fundos privados, com toda a estrutura que temos no Brasil para investimentos, que são sim de alto risco, são intensivos em capital, mas também são rentáveis”, cobrou Cesário, conforme o texto publicado pelo veículo de notícias.

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