Arte e mineração ganham novas formas de expressão na EXPOSIBRAM 2026

O CKS Online é um dos apoiadores editoriais da EXPOSIBRAM, e acompanha o evento in loco pelo segundo ano consecutivo

E se uma sombrinha, uma capa de mala ou um cartão postal pudessem contar histórias sobre Minas Gerais? Essa é a proposta do Caminhos de Minas, projeto cultural desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) que leva a arte contemporânea para objetos do cotidiano e convida o público da Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM 2026) a conhecer diferentes formas de interpretar o território mineiro. As peças criadas pelos três artistas participantes estarão disponíveis para compra na Loja Minerais do Brasil, no estande do IBRAM durante a feira. O CKS Online é um dos apoiadores editoriais da EXPOSIBRAM, e acompanha o evento in loco pelo segundo ano consecutivo.

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A iniciativa reúne diferentes olhares sobre Minas Gerais. Nila Nonato Neves leva para o projeto sua pesquisa sobre o Cerrado mineiro, com representações da fauna e da flora dos Campos Rupestres e uma produção marcada pela relação entre natureza e arte. Aline Lemos parte de elementos presentes no cotidiano das casas mineiras, como pisos de caquinhos, aves e plantas, para construir uma narrativa sobre permanência, memória, comunidade e passagem do tempo. Já Saulo Pico trabalha a ideia de transformação do território e estabelece conexões entre mineração, matéria, natureza e os caminhos construídos ao longo da vida.

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Durante a EXPOSIBRAM 2026, o público poderá conhecer as obras, os artistas e a proposta da iniciativa no estande do IBRAM. Os produtos de Caminhos de Minas estarão disponíveis para compra na Loja Minerais do Brasil, que integra a experiência da feira com uma seleção de produtos que valorizam a identidade, a cultura e a diversidade do território brasileiro.

As obras desenvolvidas para Caminhos de Minas apresentam diferentes formas de perceber o território. Em sua produção, Nila Nonato Neves destaca a biodiversidade do Cerrado e dos Campos Rupestres, transformando espécies da flora e da fauna em elementos centrais de suas composições. A artista trabalha há mais de uma década com o bioma como fonte de pesquisa e inspiração.

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Aline Lemos, por sua vez, olha para a mineiridade a partir de elementos simples e familiares. Suas imagens incorporam referências ao espaço doméstico, à construção do lar, à vida comunitária e à relação entre terra e céu. A passagem do tempo aparece como parte de uma narrativa visual que conecta memória e cotidiano.

Em uma abordagem voltada à transformação, Saulo Pico cria imagens que aproximam matéria, mineração, natureza e imaginação. Em obras como Equilíbrio dos metais, Alastramentos orgânicos e Simbiose preciosa, o artista explora relações entre minerais, rios, montanhas, estradas, paisagens e os caminhos da vida. Os personagens convidam o público a interagir com as obras e projetar novos significados sobre elas.

Arte que circula e conta histórias

A escolha dos suportes também integra o conceito de Caminhos de Minas. Sombrinhas, capas de mala e cartões postais estão ligados a deslocamentos, viagens e descobertas e passam a funcionar como veículos para a arte e para narrativas sobre Minas Gerais. Ao ocupar objetos presentes no cotidiano, as obras deixam os espaços tradicionais de exposição e ganham novas possibilidades de circulação, aproximando a produção dos artistas do público.

O projeto também propõe uma reflexão sobre a relação entre mineração, cultura e território. Presente em diferentes capítulos da história de Minas Gerais, a mineração integra processos de transformação econômica, social e territorial que marcaram o estado. Ao aproximar essa trajetória da arte contemporânea, o projeto Caminhos de Minas amplia o olhar sobre a atividade e valoriza diferentes formas de interpretar e representar o território.

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