Entre guitarras, nostalgia, atitude e muita personalidade, nasce em Parauapebas um festival que promete ir além da música. O Licapalooza surge como uma nova proposta cultural para a cidade, apostando na força do rock, na valorização dos artistas locais e na criação de uma experiência que mistura entretenimento, gastronomia e identidade regional.
Idealizado por Renato Calil e Claúdio Luís, o evento chega com a missão de preencher uma lacuna histórica na cena cultural da região: a ausência de grandes encontros voltados ao público apaixonado por Rock e por estilos musicais considerados mais “clássicos”.
Segundo Renato Calil, a ideia nasceu justamente da percepção dessa carência.
“O Licapalooza não é só um evento, é um movimento”, resumiu.
O nome do festival já entrega parte dessa proposta ousada. A expressão “Licapalooza” une o nome da banda Donalica ao tradicional “palooza”, inspirado no gigantesco festival internacional Lollapalooza. A combinação representa exatamente o que os organizadores desejam construir: um festival com identidade própria, mas com espírito grandioso.

Cultura além da mineração
Em uma cidade conhecida nacionalmente pela força da mineração e pelos grandes eventos corporativos, o Licapalooza tenta abrir espaço para outro tipo de potência: a cultural.
Renato acredita que Parauapebas possui público, talento e energia suficientes para consolidar uma cena musical forte, mas ainda faltam incentivo e iniciativas independentes capazes de movimentar esse segmento.
Foi justamente essa dificuldade enfrentada pelos próprios músicos da região que motivou a criação do festival.
Integrantes da banda Donalica, os organizadores convivem há anos com os desafios de manter o rock vivo na cidade. E foi dessa resistência que surgiu a coragem de “meter a cara” e transformar o sonho em realidade.
Mais do que realizar shows, o Licapalooza quer fortalecer artistas, conectar pessoas e incentivar o surgimento de novos espaços culturais em Parauapebas.
Muito além dos shows
A proposta do evento vai além do palco. A primeira edição contará com praça de alimentação, chopp artesanal, flash tattoo, exposição de produtos artesanais e áreas interativas, criando uma atmosfera de festival urbano voltado à experiência do público.
A expectativa da organização é receber mais de 500 pessoas em uma estrutura planejada para oferecer conforto, segurança e imersão cultural.
Entre as atrações confirmadas estão a banda Donalica, Luciano Flash Rock e Star Dance — três projetos com estilos diferentes dentro do universo rock.
Enquanto a Star Dance aposta na energia dançante dos clássicos dos anos 80 e 90, Luciano Flash Rock promete revisitar grandes hinos do rock internacional. Já a Donalica leva ao palco o rock nacional carregado de nostalgia, emoção e interação com o público.
Segundo Renato, o diferencial do festival não estará apenas na estrutura ou nas atrações.
“A vibe do Licapalooza vai ser surreal.”
O nascimento de um novo movimento
Mesmo sendo a primeira edição, os organizadores já enxergam o Licapalooza como um projeto de longo prazo. A intenção é transformar o festival em parte do calendário cultural de Parauapebas e abrir espaço futuramente para bandas independentes e artistas autorais da região.
O desafio, claro, ainda é grande. Questões financeiras e a necessidade de alcançar o público são apontadas como os principais obstáculos enfrentados pela organização. Ainda assim, Renato destaca que o apoio recebido da população e da imprensa local tem sido fundamental para fortalecer o projeto.
E talvez seja justamente isso que torna o Licapalooza tão simbólico.
Em uma região marcada pela mineração, o festival tenta provar que também é possível extrair arte, identidade e pertencimento através da cultura.
Porque no fim das contas, como define a própria essência do evento:
“Mais que um evento, um movimento.”
Serviço
O Licapalooza acontece no próximo dia 30, a partir das 18h, no Bar Premium , localizado no bairro Vila Rica, em Parauapebas. A organização promete uma noite marcada por música, cultura, experiências interativas e muita energia para os amantes do rock na região.
Por Wagner Santos







