A gerente administrativa da MACTRON, Wenen Carvalho, e gerente operacional e comercial, Aldrico Marques, representam a MACTRON na EXPOSIBRAM 2026

A Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM 2026), promovida pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) no Expominas, em Belo Horizonte (MG), encerra-se nesta quinta-feira (27) consagrando-se como a maior edição de sua história. Marcando as comemorações de 50 anos do IBRAM, o evento reuniu mais de 750 expositores em 17 mil metros quadrados desde a última segunda-feira (24). Entre os destaques da cadeia mineral, a paraense MACTRON marcou presença para alinhar sua expertise em engenharia às principais tendências globais do setor.
Nascida em 1991 em Parauapebas (PA), no coração da Província Mineral de Carajás, e hoje sob o comando do CEO Rauney Carvalho, a empresa enviou à capital mineira o gerente operacional e comercial, Aldrico Marques, e a gerente administrativa, Wenen Carvalho. O objetivo foi acompanhar os debates sobre energia renovável, eletrificação, mineração autônoma e conectividade — pilares que sustentam a atuação da companhia em campo.
Conectividade e alinhamento técnico

A programação técnica do evento abordou temas como “AutonomousHaul”, “Huawei Smart Mine”, “SIGE” e a descarbonização da mineração na Amazônia, pautas que se conectam diretamente ao portfólio da MACTRON.
“Autonomia, eletrificação e conectividade são os três temas que mais se repetem nos paineis, e os três passam por infraestrutura elétrica e de dados em campo. É exatamente onde a gente atua. Vir para a EXPOSIBRAM é ouvir de perto o que os clientes estão planejando para os próximos anos e chegar preparado”, afirma Aldrico Marques.

Aldrico e Wenen acompanham os quatro dias de evento.

Além da atualização tecnológica, a participação focou nas exigências de governança dos novos ciclos de contratação das grandes operadoras.
“Atender grandes players significa ter processo, documentação e governança no mesmo nível da execução técnica. A ISO 9001 não é um selo na parede, é a forma como a empresa trabalha todos os dias — e é isso que nos permite estar aqui discutindo de igual para igual”, diz Wenen Carvalho.
Trinta anos construindo a engenharia que Carajás precisava
A trajetória da MACTRON começou em 1991, em uma Parauapebas que ainda se organizava em torno da mina. De uma estrutura simples, a empresa foi abrindo espaço em um mercado que exigia — e continua exigindo — precisão técnica e tolerância zero a falha. Em 1999 veio a primeira obra fora do Pará. Hoje, mais de três décadas depois, é referência no Norte e Nordeste, com obras executadas também no Distrito Federal, no Rio de Janeiro e no Mato Grosso do Sul, e certificação ISO 9001 na gestão da qualidade.
A operação se organiza em três pilares que se completam. O primeiro é a rede de distribuição elétrica: projeto, construção e manutenção de redes de até 34,5 kV, sistemas elétricos industriais e prediais, montagem de painéis de comando e força, geradores, aterramento e SPDA conforme a NBR 5419. O segundo é telecomunicações — estudo de viabilidade de enlace, fusão e certificação de fibra óptica, redes ethernet e montagem de sites e torres. O terceiro é automação industrial, com instrumentação, controle e integração de sistemas.
É na fronteira entre esses pilares que aparecem os serviços mais especializados da empresa, e também os mais alinhados com o que a mineração discute hoje: implantação e integração de sistemas de automação para mineração autônoma na plataforma Caterpillar MineStar, modernização de sistemas eletroeletrônicos de locomotivas C44 e SD70 e manutenção de máquinas de chave ferroviárias — componentes de sinalização e movimentação que sustentam a logística mina-porto.
O currículo de campo passa pelos projetos que definiram a mineração paraense nas últimas décadas: o Complexo Minerador de Carajás, o Projeto S11D, o Salobo III, a Mina do Sossego, Serra Leste e a Estrada de Ferro Carajás. A carteira de clientes reúne Vale, Hydro, Alunorte e Sotreq, além de operadoras como Oi, Vivo e TIM na frente de telecomunicações.
À frente da companhia, o CEO Rauney Carvalho resume o que sustenta essa longevidade.
“A MACTRON nasceu ao lado da mina e cresceu junto com ela. Trinta anos de campo ensinam uma coisa: em mineração, engenharia elétrica e automação não são acessórios, são disponibilidade de ativo. Quando os sistemas falham, a operação do cliente para. Nosso trabalho é fazer com que isso não aconteça”, afirma o CEO Rauney Carvalho.
Focos de atuação
A partir das discussões na EXPOSIBRAM, a MACTRON mira cinco frentes de trabalho:
- Eletrificação e energia: a energia como ativo estratégico, subestações, redes de distribuição e a transição para operações menos dependentes de diesel;
- Mineração autônoma: integração de sistemas embarcados e de despacho, com foco em plataformas como o Caterpillar MineStar;
- Conectividade em campo: fibra óptica, redes privativas e infraestrutura de telecom como base da Mineração 4.0;
- Saúde e disponibilidade de ativos: manutenção preditiva e confiabilidade no corredor que vai da mina ao porto, incluindo a malha ferroviária;
- Segurança e conformidade: padrões de SSMAe requisitos técnicos exigidos pelas grandes operadoras.
A presença da MACTRON na EXPOSIBRAM 2026 consolida a maturidade da engenharia desenvolvida na Província Mineral de Carajás. A região que exporta minério também formou, ao longo de três décadas, engenharia própria — com equipe local, processo certificado e capacidade de trazer para dentro de casa a tecnologia que se discute nos grandes centros. É esse caminho de volta, da EXPOSIBRAM para as minas de Carajás, que a empresa faz há mais de 30 anos.
Redação CKS Online









