O potencial do Brasil para se consolidar como parceiro estratégico da União Europeia no fornecimento de minerais críticos esteve no centro dos debates do Fórum de Investimentos Brasil – União Europeia, realizado nesta terça-feira (23), em Brasília. O diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Pablo Cesário, participou do painel “Foco nos Minerais Críticos: Uma Parceria Industrial Brasil-União Europeia na Prática”, com lideranças dos setores público, privado e financeiro para discutir caminhos de cooperação, investimentos e desenvolvimento tecnológico entre as duas regiões.
Organizado pela ApexBrasil e pela União Europeia, em parceria com o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), o evento promoveu discussões sobre comércio, investimentos e integração de cadeias produtivas estratégicas.
Pablo Cesário destacou que o avanço da agenda de minerais críticos depende de um conjunto de condições já em construção no Brasil, envolvendo marco regulatório, tecnologia e financiamento. “É um projeto que está maduro, confesso que pequenos ajustes são possíveis, mas a estrutura da política não”, afirmou, ao comentar o andamento das discussões sobre o tema em torno do projeto de lei que cria a Política Nacional dos Minerais Críticos e Estratégicos.
O dirigente do IBRAM enfatizou que o próximo desafio está na consolidação de uma estratégia integrada, que envolva o desenvolvimento tecnológico, a ampliação do acesso a financiamento e a organização mais eficiente do mercado de capitais para o setor mineral. Nesse contexto, observou que a verticalização e a agregação de valor serão tendências centrais, especialmente para minerais estratégicos e de nicho, exigindo das empresas brasileiras novas formas de inserção nas cadeias globais.
Pablo Cesário também chamou a atenção para a necessidade de mecanismos que articulem oferta e demanda de minerais críticos em escala global, de forma a garantir segurança de suprimento e, ao mesmo tempo, promover desenvolvimento nas regiões produtoras. Segundo ele, o Brasil ocupa uma posição singular para liderar esse debate, por reunir capacidade produtiva, competitividade empresarial e experiência como país em desenvolvimento, o que permite propor soluções equilibradas entre segurança de fornecimento, inovação tecnológica e geração de prosperidade.
Também estiveram presentes pelo IBRAM o diretor de Sustentabilidade e Assuntos Associativos, Rinaldo Mancin, e a gerente de Sustentabilidade, Cláudia Salles.
Fonte: Ibram.











