Mulheres fazem história ao montar, pela 1ª vez no Brasil, caminhão de 320 ton da Komatsu para Vale no Salobo

Equipe feminina, composta por oito pessoas, concluiu em 50 dias a montagem do 930E-5 no Pátio de Montagem; iniciativa marca um novo capítulo para a participação das mulheres em atividades técnicas da mineração

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Oito mulheres fizeram história na mineração brasileira ao participar da montagem, pela primeira vez no Brasil, de um caminhão de mineração da Komatsu realizada integralmente por uma equipe feminina.

O equipamento é um Komatsu 930E-5, com capacidade nominal de 320 toneladas, destinado à operação da Vale Base Metals na Mina de Salobo, em Carajás, no Pará.

A montagem começou em 20 de julho de 2026 e foi concluída em 8 de setembro, após 50 dias de trabalho. As oito profissionais atuaram diretamente em diferentes funções técnicas, entre elas mecânica, soldagem e mecânica de manutenção.

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Equipe durante processo de montagem

A informação foi confirmada oficialmente pela Komatsu ao CKS Online, que entrou em contato com Tulio Ourique, gerente geral de Operações da Divisão de Equipamentos de Mineração da Komatsu. Segundo a fabricante, esta foi a primeira montagem de um caminhão de mineração da Komatsu no Brasil realizada totalmente por mulheres.

Embora a execução da montagem tenha sido feminina, o planejamento do projeto também contou com a participação de profissionais homens.

Um marco de competência e protagonismo feminino”

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A dimensão da conquista também apareceu nos relatos publicados pelas próprias profissionais que participaram do projeto.

Hélida Silva do Carmo, gerente de serviços da Komatsu, registrou nas redes sociais sua experiência durante a entrega do equipamento.

“Hoje tive o privilégio de participar e acompanhar a entrega do caminhão 930E CA514, montado pela equipe feminina da Komatsu na Mina de Salobo, para nossa cliente Vale Base Metals.”

Na publicação, Hélida também destacou o significado do trabalho realizado pela equipe, classificando o momento como um marco de competência, protagonismo feminino e excelência na mineração.

“Gratidão e orgulho de fazer parte desse time que transforma desafios em resultados e constrói uma indústria cada vez mais diversa e humana”, escreveu.

O coordenador do Pátio de Montagem da Vale Base Metais, Miguel Padilha, também destacou a iniciativa em uma publicação nas redes sociais. Ele classificou o projeto como a primeira montagem realizada por uma equipe exclusivamente feminina no Brasil e ressaltou a importância da diversidade, da inclusão e do desenvolvimento profissional.

Competência técnica

Para a Komatsu, a iniciativa reforça o compromisso da empresa com a ampliação da participação feminina em funções técnicas e operacionais da mineração.

Segundo a fabricante, a presença das mulheres no projeto demonstra que “competência não tem gênero”, além de abrir oportunidades e inspirar outras profissionais.

Uma das montadoras que participou da atividade integra o Projeto KIP da Komatsu é a mecânica Ana Clara, moradora da Vila Paulo Fonteles. Para a empresa, a trajetória também representa uma oportunidade de contribuir para a transformação das comunidades onde atua em parceria com seus clientes.

Mecânica Ana Clara, moradora da Vila Paulo Fonteles

A experiência do Salobo não é a primeira iniciativa da Komatsu envolvendo mulheres na montagem de equipamentos no Brasil. Em 2024, uma equipe feminina participou da montagem de um trator D475, em uma operação da Anglo.

Um caminhão de 320 toneladas

O 930E-5 é um caminhão de mineração de grande porte, com capacidade nominal de 320 toneladas. O equipamento utiliza sistema de acionamento elétrico e, no projeto destinado ao Salobo, é configurado para operação autônoma.

A montagem realizada no Salobo une, assim, duas dimensões da mineração moderna: tecnologia de grande porte e qualificação profissional.

Mas, desta vez, o destaque não está apenas nas 320 toneladas que o caminhão é capaz de transportar.

Está nas oito mulheres que estiveram diretamente envolvidas na montagem e ajudaram a colocar em operação um equipamento que representa mais um avanço tecnológico da mineração em Carajás.

Um marco construído por mulheres, dentro da própria mineração, e que agora passa a fazer parte da história do setor no Brasil.

Por Wagner Santos

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