Pará tem atuação de quase 20% das maiores operações minerais do Brasil

Minas Gerais lidera o ranking com 40% do faturamento total, seguida de perto pelo Pará, que assegura o segundo lugar com 34%, enquanto a Bahia responde por 4% do total

O Estado do Pará consolida-se como um dos principais protagonistas da mineração nacional, abrigando quase 20% das maiores operações minerais do país, conforme levantamento divulgado pela Revista Brasil Mineral, que levantou os 100, e os 1000 maiores projetos de mineração no país.

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Com essa expressiva representatividade, o território paraense ocupa uma posição estratégica de destaque no setor, ficando atrás apenas de Minas Gerais.

Em termos regionais, a produção mineral brasileira — medida pelo valor e não pela quantidade — permanece concentrada em poucos estados. Minas Gerais lidera o ranking com 40% do faturamento total, seguida de perto pelo Pará, que assegura o segundo lugar com 34%, enquanto a Bahia responde por 4% do total, segundo aponta a publicação.

Os dados da reportagem detalham ainda que, no cenário nacional, outros destaques importantes na produção mineral foram a bauxita, o níquel, o nióbio — minério do qual o Brasil se mantém como líder mundial de produção —, além do grafite, do fosfato e do calcário. No Pará, essa força produtiva se reflete na forte presença de empreendimentos de relevância em diversos municípios, com destaque para operações em localidades como Itaituba, Altamira, Oriximiná, Marabá, Juriti, Parauapebas, Canaã dos Carajás, Tucumã, Santa Maria das Barreiras, Água Azul do Norte, Ipixuna, Primavera, Paragominas, Benvides e Curionópolis, conduzidas por empresas como Vale, Alcoa, Hydro, Serabi, MRN, entre outras listadas pelo estudo.

No âmbito econômico geral, o setor mineral brasileiro arrecadou R$ 7,9 bilhões em Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) em 2025 e foi responsável pela geração de cerca de 229 mil empregos diretos. A publicação destaca também que as maiores empresas do setor concentraram grande parte dos resultados econômicos do período, impulsionadas sobretudo pelos segmentos de minério de ferro, ouro e cobre, que lideraram o ranking nacional de valor da Produção Mineral Brasileira (PMB).

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