Com encarecimento do frete, Itaminas dá férias coletivas a 300 funcionários

Maior parte dos colaboradores que entrarão em férias coletivas atua na planta de beneficiamento de minério

Conforme noticiado pelo site Brasil Mineral, a Itaminas decidiu conceder férias coletivas a cerca de 300 funcionários devido ao encarecimento do frete marítimo, fator que compromete diretamente as exportações de minério de ferro da companhia. De acordo com a publicação, diante de condições desfavoráveis no mercado, a mineradora — com operações nos municípios mineiros de Brumadinho e Sarzedo — já acumulava um estoque equivalente a aproximadamente um mês de produção.

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A reportagem detalha que, esgotada a capacidade de expansão para novos estoques, a empresa viu-se forçada a paralisar parte de suas atividades. Por esse motivo, a maior parte dos colaboradores que entrarão em férias coletivas atua na planta de beneficiamento de minério. A capacidade produtiva anual da Itaminas é de cerca de nove milhões de toneladas de minério de ferro, com aproximadamente 90% destinados à exportação. Segundo apurou o texto original repercutido pelo site, a mineradora já havia alcançado a marca de 6,2 milhões de toneladas produzidas até agosto.

Conforme aponta a notícia, essa suspensão parcial da Itaminas ocorre na sequência do anúncio feito no início de setembro pela Usiminas, que também adotou medida semelhante em sua produção de minério de ferro. Nos bastidores do setor, executivos relatam à publicação que o conflito no Irã gerou um impacto tão expressivo no frete marítimo que o custo logístico hoje representa cerca de 40% do valor da tonelada do minério de ferro, cotada atualmente em cerca de US$ 100. Em contrapartida, os custos de produção da Itaminas oscilam entre US$ 21 e US$ 23 por tonelada.

Como grande parte da produção brasileira de ferro é direcionada à China, a alta no frete afeta severamente as vendas do setor, em especial das empresas de médio porte situadas em Minas Gerais que dependem da logística ferroviária e portuária de gigantes como Vale e CSN. A Itaminas escoa sua produção por meio do Porto Sudeste, localizado em Itaguaí (RJ). A publicação destaca ainda que é improvável uma normalização a curto prazo do frete marítimo — fortemente atrelado ao preço do petróleo —, o que eleva a pressão sobre as mineradoras. Em contrapartida, a retração na oferta global de minério de ferro nas próximas semanas pode impulsionar os preços da commodity e elevar a atratividade da atividade produtiva.

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Licença Ambiental

Ainda de acordo com o site Brasil Mineral, a Fundação Estadual do Meio Ambiente informou que a Itaminas protocolou, em 10 de setembro, um requerimento para ampliar e adequar as pilhas de rejeito e estéril no complexo minerário da Mina do Engenho Seco, em Sarzedo, além de solicitar o aumento da capacidade de beneficiamento a seco. A mineradora requereu que as licenças prévia, de instalação e de operação sejam emitidas de maneira concomitante.

A reportagem aponta que, no que tange às estruturas de disposição, o projeto visa assegurar espaço adequado para o gerenciamento de estéril e rejeito, viabilizando uma gestão mais otimizada das áreas operacionais e a implementação planejada de sistemas voltados para drenagem, controle geotécnico, contenção de sedimentos e reabilitação ambiental. Por fim, a expansão voltada ao beneficiamento a seco prevê o acréscimo de uma capacidade operacional de cerca de 3 milhões de toneladas anuais por meio de uma unidade móvel, conforme conclui a publicação.

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