Parauapebas 2040: Evento reúne especialistas e setor produtivo para discutir diversificação econômica

Durante a abertura, o prefeito Aurélio Goiano destacou que o cenário atual exige responsabilidade na gestão dos recursos públicos e planejamento

Parauapebas deu um passo importante na construção de um futuro econômico mais diversificado e sustentável com a realização do Fórum de Diversificação Econômica Parauapebas 2040. Promovido pela Prefeitura de Parauapebas, em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV) e Vale, o encontro realizado nesta quinta-feira, 9, no auditório do Hotel Vale dos Carajás, reuniu representantes do poder público, setor produtivo, instituições, especialistas e sociedade civil para discutir estratégias capazes de fortalecer a economia do município nas próximas décadas.

A proposta é construir, de forma participativa, uma base sólida para o desenvolvimento econômico, ampliando oportunidades de geração de emprego, renda e investimentos, ao mesmo tempo em que reduz a dependência da atividade mineral.

Durante a abertura, o prefeito Aurélio Goiano destacou que o cenário atual exige responsabilidade na gestão dos recursos públicos e planejamento para garantir novas fontes de crescimento econômico. “Diante dos desafios de manter as políticas públicas funcionando mesmo com a queda na arrecadação, exige de nós um esforço e um comprometimento. De um lado, precisamos aplicar os recursos de forma eficiente; do outro, precisamos criar e consolidar alternativas para aumentar a geração de emprego, renda e oportunidades para nossa população. Quero agradecer a todos que estão presentes e empenhados a nos ajudar a construir novos caminhos para Parauapebas”, afirmou o prefeito.

A programação contou com palestra do economista Eduardo Velho, que abordou a importância da diversificação econômica como estratégia para reduzir a vulnerabilidade do município às oscilações do mercado mineral. Segundo ele, o objetivo é construir uma estratégia consistente de desenvolvimento econômico, olhando para o futuro. “O tema é diversificação, construir uma estratégia realmente para o desenvolvimento econômico da cidade e reduzir a dependência do setor de mineração. A ideia é olhar para o futuro, gerar mais arrecadação, mais emprego e mais renda, para que o município fique menos dependente dos ciclos de oscilações do preço do minério de ferro.”

Na sequência, os participantes foram divididos em mesas temáticas para analisar e discutir as dez vocações econômicas identificadas pela Fundação Getulio Vargas como potenciais vetores de desenvolvimento para Parauapebas. Entre elas estão educação técnica e superior, verticalização da indústria extrativa mineral, serviços especializados, turismo sustentável, agroindústria, bioeconomia, cadeia de pedras preciosas e semipreciosas, polo moveleiro, serviços em saúde e gestão de resíduos sólidos urbanos e minerais.

Carlos Lampert, representante da FGV explicou que o objetivo do encontro é aprofundar os estudos realizados pela instituição e construir consenso sobre quais setores deverão orientar o planejamento econômico de médio prazo do município. “Esse evento tem como objetivo aprofundar um pouco mais o trabalho que nós fizemos em termos de uma perspectiva de médio prazo do município. A ideia é trabalhar com dez vocações econômicas que identificamos e discutir essas potencialidades com atores importantes do município, representantes dos setores produtivos, da Prefeitura e da sociedade civil, para chegar a um consenso sobre a importância desses setores no processo de desenvolvimento de médio prazo de Parauapebas.”


Ao longo do dia, os grupos analisaram cada vocação com base em critérios como geração de emprego e renda, capacidade de atrair investimentos, fortalecimento da cadeia produtiva local, sustentabilidade e autonomia econômica. As contribuições servirão de base para a elaboração de estratégias que orientem o desenvolvimento de Parauapebas até 2040.

Deixe o seu comentário

Posts relacionados