Canaã dos Carajás é a segunda melhor cidade em qualidade de vida no Pará, aponta IPS 2026

Na liderança estadual, Belém registrou a nota 63,90, figurando na 21ª posição entre as capitais brasileiras

O município de Canaã dos Carajás consolidou-se como o segundo melhor em qualidade de vida no Pará, ficando atrás apenas da capital, Belém. A informação consta nos dados do Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, divulgados nesta quarta-feira (20). O levantamento avaliou os 5.570 municípios brasileiros a partir de 57 indicadores socioambientais. Apesar do destaque positivo de Canaã, o estudo acende um alerta para o Pará, que apesar dos avanços conquistados nos últimos anos, ainda enfrenta desafios históricos, com uma nota de 55,80.

Na liderança estadual, Belém registrou a nota 63,90, figurando na 21ª posição entre as capitais brasileiras. Logo em seguida, Canaã dos Carajás aparece com uma pontuação de 62,02. O levantamento também revelou o posicionamento de outras importantes cidades paraenses em qualidade de vida. Santarém ocupa o terceiro lugar no estado com nota 58,57, seguida de perto por Parauapebas (58,04) e Ananindeua (57,94). Mais abaixo no ranking estadual aparecem municípios relevantes como Marituba (56,07), Paragominas (56,05), Marabá (53,20) e Redenção (52,25).

Por outro lado, o IPS Brasil 2026 evidenciou uma realidade preocupante para os municípios paraenses ao revelar que 11 dos 20 municípios com os mais baixos índices de qualidade de vida do Brasil estão localizados no Pará. Todos os representantes do estado nesta lista negativa possuem baixa densidade demográfica, com população de até 100 mil habitantes. Jacareacanga, no sudoeste paraense, apresentou o pior desempenho do estado e o segundo pior do país, com nota 44,32. A lista de municípios com baixa pontuação nacional inclui ainda Portel (45,42), Pacajá (45,87), Anapu (45,91), Uruará (46,80), Trairão (46,82), Bannach (47,23), São Félix do Xingu (47,38), Cumaru do Norte (47,43), Oeiras do Pará (47,57) e Anajás (47,62).

De acordo com o estudo, o resultado dos estados da Amazônia Legal está diretamente associado a desafios na dimensão de Qualidade do Meio Ambiente. O IPS mede a capacidade das sociedades de atender às necessidades humanas básicas, garantir bem-estar e criar oportunidades, dividindo sua análise em dimensões que englobam desde a segurança pessoal — como taxas de homicídios — até fatores ambientais.

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