Com 44,4% das exportações minerais do Brasil, Pará consolida liderança de minérios estratégicos

Segundos dados da Fapespa, Estado movimentou US$ 15,8 bilhões, tornando-se um estado estratégico para a economia nacional

A mineração paraense ocupa posição central na estrutura econômica brasileira pela sua capacidade de fornecer matérias-primas essenciais às cadeias produtivas e, também, pela sua contribuição para a geração de divisas, arrecadação pública e geração de emprego e renda. Em 2025, o Estado produziu 314,1 milhões de toneladas, cerca de 10,7% da produção nacional, atesta o Boletim da Mineração Paraense 2026, o mais recente estudo da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), elaborado pela Diretoria de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas e Análise Conjuntural (DIEPSAC).

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Os dados oficiais divulgados pela Agência Nacional de Mineração (ANM) apontam que a produção mineral paraense alcançou, no mesmo período, o patamar de R$ 104,6 bilhões, equivalente a 33,7% de toda a riqueza mineral produzida no Brasil, consolidando o Pará como segundo maior estado brasileiro em valor da produção mineral. Segundo o Boletim da Fapespa, essa diferença entre volume e valor demonstra que a mineração paraense é fortemente especializada em substâncias estratégicas, com alta participação nacional na produção de bauxita, cobre, caulim e manganês, além da relevância em minério de ferro.

Pará consolida força na mineração entre 2023 e 2025

No contexto nacional, o Pará ganhou destaque como um dos principais produtores de minerais metálicos de alto valor econômico, como minério de ferro, cobre e bauxita. Em 2025, o Estado consolidou-se como maior exportador mineral do Brasil, movimentando US$ 15,8 bilhões, o equivalente a 44,4% das exportações minerais nacionais, à frente de Minas Gerais, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

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De acordo com a Fapespa, com base nos números da ANM e da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) em 2026, a arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre minérios cresceu 21,9% no período, e atingiu R$ 1,72 bilhão, enquanto a Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) aumentou 8,4%, movimentando R$ 3,09 bilhões no Estado.

O Pará mantém, ainda, a liderança nacional na produção de minerais estratégicos. Os números confirmam o protagonismo paraense na produção desses minerais. Em 2025, o Estado respondeu por 90% da produção brasileira de bauxita e 70,3% de cobre, com destaque para o crescimento de 22,5% na produção de cobre entre 2023 e 2025.

Expansão do emprego formal na mineração

O desempenho se reflete também no mercado de trabalho. O setor extrativo mineral alcançou 29.321 empregos formais em 2025, um crescimento de 15,5% em relação a 2022. Considerando os empregos indiretos, a cadeia mineral chegou a cerca de 410.494 ocupações no território paraense, apontam os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

Setor extrativo mineral do Pará alcançou 29.321 empregos formais em 2025, um crescimento de 15,5% em relação a 2022
Setor extrativo mineral do Pará alcançou 29.321 empregos formais em 2025, um crescimento de 15,5% em relação a 2022

O Boletim da Mineração Paraense 2026 destacou que, entre 2011 e 2025, a produção mineral nacional apresentou crescimento expressivo, e o Pará consolidou sua posição entre os maiores produtores do País, ocupando a terceira colocação em volume produzido, e a segunda colocação em valor da produção mineral, confirmando relevância como segundo maior gerador de riqueza do setor. 

A trajetória recente revela não apenas a expansão da produção física e do valor gerado pela atividade mineral, mas também a forte concentração territorial e produtiva que caracteriza a mineração brasileira.

“A mineração no Pará consolidou sua importância estratégica em 2025 ao atingir R$ 104,6 bilhões em valor de produção, reafirmando o Estado como o segundo maior gerador de riqueza mineral e o principal exportador do setor no País (US$ 15,8 bilhões). O território lidera a extração nacional de bauxita, cobre, caulim e manganês, mantendo forte especialização em minerais metálicos, que representam 96,2% de sua estrutura produtiva. Embora impulsione a economia com o recorde de 29.321 empregos formais e gere mais de R$ 3 bilhões em royalties (CFEM), o relatório da Fapespa alerta para a extrema dependência externa. O principal desafio regional reside na quase total ausência de beneficiamento local, já que ferro e cobre in natura concentram 98,2% da pauta exportadora paraense”, explica Victor Oliveira, economista-técnico da Coordenadoria de Estudos Econômicos e Análise Conjuntural da Fapespa.

Mais informações acerca do destaque da mineração paraense em 2026 estão disponíveis no site oficial da Fapespa.

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