Miqueias Feitosa, presidente do Moto Clube, detalha ações à frente do grupo
Recém-empossado como presidente do Parauapebas Motoclube, Miqueias Feitosa já encara uma missão de grande envergadura: a organização do 11º aniversário da “irmandade”. O evento, que já se consolidou como uma das datas mais importantes do calendário cultural e turístico da cidade, promete ser a maior edição já realizada, trazendo inovações na estrutura e no tempo de duração para celebrar a trajetória do grupo.
Em entrevista exclusiva ao CKS Online, Miqueias destacou a responsabilidade de liderar uma instituição que é referência não apenas no sudeste paraense, mas em estados vizinhos. O novo presidente ressalta que o desafio é constante para manter o nível de excelência: “Nós tentamos cada vez mais melhorar, ou seja, corrigir os erros do anterior e melhorar. Este ano vamos com um desafio de dois dias de evento, antes a gente só fazia um dia”, revelou.

A expectativa de público é audaciosa, com a meta de atrair mais de 3 mil pessoas ao estacionamento do Partage Shopping nos dias 1 e 2 de maio de 2026. Feitosa acredita que a expansão da programação será o diferencial para bater recordes. “Com certeza nós vamos superar as expectativas dos anos anteriores. Já recebemos pessoas de outros estados como Maranhão, Tocantins e até de Minas Gerais”, afirmou, lembrando que o motoclube já atraiu até visitantes internacionais, como um motociclista da Venezuela.
Para o novo presidente, o aniversário não é apenas uma festa para os amantes das duas rodas, mas um motor econômico para Parauapebas. Ele pontua que o evento movimenta a rede hoteleira e o comércio local. “O que isso gera na nossa cidade é um desenvolvimento, a gente traz renda. Temos os hotéis parceiros e vários patrocinadores que ajudam para a gente conseguir realizar esse evento, que não tem fim lucrativo”, explicou Miqueias.
A programação musical deste ano aposta na diversidade e no impacto visual. Uma das grandes novidades é a vinda de uma banda cover dos Beatles, que promete uma performance idêntica aos originais. Além disso, o tradicional Wanderley Andrade, considerado já como “um patrono do evento”, retorna ao palco. “Esse cara que é espetacular, que vai do rock nacional e internacional ao brega. Ele atrai não só o motociclista, mas também a população em geral”, destacou o presidente.
Apesar de trazer atrações de peso, Miqueias faz questão de ressaltar que o palco também é um espaço de fomento para a cultura da região. Para ele, o equilíbrio entre grandes nomes e talentos locais é fundamental para a identidade do festival. “Valorizar o artista local sempre é importantíssimo, a gente não deixa faltar o artista local nos eventos do Parauapebas Motoclube. Esse é o que chama a atenção disso tudo”, defendeu.
O caráter social da irmandade também ganha força sob a nova gestão. O evento mantém sua tradição filantrópica, arrecadando toneladas de alimentos. “O ano passado nós doamos três toneladas de alimento para a APAE. O motociclista não paga ingresso, mas dá um quilo de alimento. Temos essa interação com a necessidade de fazer a filantropia e de ajudar ao próximo”, lembrou Miqueias, reforçando o papel humano do motociclismo.
Nos bastidores, a organização conta com o trabalho árduo de 43 membros que se dividem entre suas profissões e a dedicação ao clube. Miqueias descreve o grupo como uma família real, com seus desafios e superações. “Como toda família, tem confusão, tem briga, mas isso tudo faz parte da gente estar querendo sempre o melhor para o motoclube em prol do motociclismo”, confidenciou, destacando a união necessária para entregar um evento desse porte.
Como parte da arrecadação para custear a estrutura, o clube promove uma rifa que já se tornou marca registrada. Em 2026, o sorteio envolve três motos: uma BMW GS 1300, uma BMW GS 310 e uma Honda XRE 190. Miqueias explica que essa é uma das formas de viabilizar a festa.
Miqueias Feitosa encerra reafirmando que o objetivo principal é fortalecer o conceito de irmandade que une os motociclistas. Para ele, a moto é apenas o elo que gera desenvolvimento e ajuda social. “A irmandade é a força que nos move. Para a população de Parauapebas, todo ano a gente espera melhorar. Não somos profissionais de realização de eventos, somos membros que se doam para que isso aconteça de forma integral”, finalizou.







