A Prefeitura de Congonhas, município localizado na Região Central de Minas Gerais, determinou a paralisação temporária das atividades de grandes mineradoras que atuam na região, como a CSN, Vale, Ferro+ e Gerdau. Conforme publicado pelo G1, a medida foi tomada após a formação de densas nuvens de poeira esbranquiçada que cobriram a cidade. A suspensão dos trabalhos ocorreu em decorrência de ventos fortes associados ao tempo seco, fatores que evidenciaram a insuficiência das ações de controle ambiental das companhias.
Segundo a reportagem, as quatro mineradoras afetadas pela decisão são apontadas pela administração municipal como responsáveis por mais de 96% das emissões de material particulado na região. A ordem de paralisação temporária atingiu diretamente as operações em áreas expostas das empresas, englobando as frentes de lavra, os processos de carregamento e descarregamento, a movimentação de solo, o funcionamento de britadores e o tráfego de veículos em vias não pavimentadas.
O site informou que a fiscalização municipal constatou que as mineradoras cumpriram a ordem de suspensão imediata das atividades. Além da interrupção obrigatória, a prefeitura exigiu que cada uma das companhias apresentasse um relatório técnico detalhado especificando as medidas de controle adotadas para reduzir a poeira. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente já havia enviado ofícios anteriores cobrando ações preventivas, como a constante umidificação das vias de acesso.
Após a diminuição da intensidade dos ventos e a vistoria das equipes de fiscalização para checar o cumprimento das exigências mitigadoras, as atividades puderam ser retomadas. De acordo com a notícia, esse tipo de paralisação preventiva devido à poluição do ar não é inédito no município, tendo o último episódio similar ocorrido no mês de setembro do ano anterior, sob condições climáticas parecidas.
Em resposta aos acontecimentos, as empresas se posicionaram de formas distintas. A CSN Mineração declarou que interrompeu as operações preventivamente devido às rajadas de vento e intensificou a umidificação de suas vias com aspersores. Por sua vez, a Vale informou que suas atividades na região já se encontravam paralisadas no momento do ocorrido e se colocou à disposição das autoridades.
Por fim, a Gerdau contestou a inclusão de seu nome na determinação, alegando que não possui operações de mineração no território de Congonhas e que sua unidade mais próxima fica em Ouro Preto. O G1 destacou que tentou entrar em contato com a mineradora Ferro+, mas a empresa não havia retornado os questionamentos até o fechamento e a última atualização da matéria.











