A presença feminina no setor mineral brasileiro registrou um crescimento importante, mas os desafios estruturais continuam evidentes, como apontou levantamento em matéria publicada pelo site Cidades e minerais. De acordo com a notícia, “a participação feminina na mineração chegou a 25% em 2026, mas desigualdades persistem na liderança e a paridade de gênero pode ficar para 2049”.

O texto do portal detalha que a evolução representa uma mudança gradual no perfil da força de trabalho, visto que, “entre 2023 e 2026, a participação feminina passou de 21% para 25%”. Além disso, a publicação destaca os avanços na área operacional: “entre 2024 e 2026, a presença feminina na gestão operacional saltou de 10% para 22%, mais que dobrando em apenas dois anos”. Esses dados foram obtidos a partir do 6º Relatório de Indicadores da Women in Mining Brasil (WIM Brasil).
Apesar dessas conquistas, a reportagem aponta que as profissionais ainda enfrentam grandes barreiras para ascender aos cargos mais altos. O levantamento revela que “metade dos conselhos de administração das empresas avaliadas… ainda não conta com nenhuma mulher”. A matéria ressalta ainda que o cenário é ainda mais restritivo para mulheres negras e pessoas com deficiência, que seguem sub-representadas na liderança.
Outro ponto alarmante trazido pelo site é a projeção temporal para a equidade total: mantido o ritmo atual, “a igualdade de participação entre homens e mulheres na mineração brasileira só seria alcançada por volta de 2049”.

Por fim, a notícia chama atenção para um recuo nas diretrizes corporativas de inclusão. Conforme aponta o portal, houve uma queda expressiva no número de companhias com iniciativas estruturadas: o índice que era de “63% das companhias analisadas” em 2025 caiu para “48%” em 2026. Com isso, a publicação conclui que o setor enfrenta o desafio de que “ampliar a entrada e a permanência das mulheres não é suficiente”, sendo indispensável garantir oportunidades reais de liderança e a consolidação de políticas formais de diversidade.








