A produção global de aço bruto apresentou um recuo de 4,2% em março de 2026, totalizando 159,9 milhões de toneladas, conforme dados da worldsteel repercutidos pelo site Brasil Mineral. O desempenho foi fortemente influenciado pela Ásia e Oceania, que fabricaram 119,3 milhões de toneladas. Nesse cenário, a China registrou uma queda de 6,3% (87 milhões de toneladas), enquanto a Índia seguiu a tendência oposta, com um crescimento expressivo de 9,4%, alcançando 15,3 milhões de toneladas no mês.
Na Europa e em regiões adjacentes, os resultados foram mistos. Segundo o Brasil Mineral, o bloco europeu produziu 11,4 milhões de toneladas, uma redução de 4,6%, apesar da alta de 7,5% na produção alemã. Em contraste, países do Oriente Médio sofreram uma queda drástica de 33,5%, totalizando 3,5 milhões de toneladas. Já as nações da África e o Vietnã apresentaram resultados positivos, com crescimentos de 11,6% e 5,7%, respectivamente, destacando-se em meio à retração de grandes produtores como a Rússia, que recuou 11,4%.
As Américas apresentaram comportamentos distintos durante o período. O site Brasil Mineral destaca que a América do Norte registrou um avanço de 3,5%, impulsionada pelos Estados Unidos, que produziram 7,2 milhões de toneladas. Por outro lado, a América do Sul enfrentou uma leve queda de 0,5%, somando 3,6 milhões de toneladas. O Brasil acompanhou o desempenho negativo regional ao produzir 2,8 milhões de toneladas, o que representa um decréscimo de 2,5% em comparação a março do ano anterior.
Ao analisar o fechamento do primeiro trimestre de 2026, os números consolidados mostram uma contração global de 2,3%, com um volume total de 459,2 milhões de toneladas de aço bruto. De acordo com informações do Brasil Mineral, a retração foi generalizada na maioria dos blocos, com a Ásia e Oceania apresentando queda de 2,2% e os países da CIS e Ucrânia recuando 9,8%. A América do Sul encerrou os primeiros três meses do ano com uma produção de 10,2 milhões de toneladas, valor 1,9% inferior ao primeiro trimestre de 2025.
Apenas a América do Norte conseguiu manter um saldo trimestral positivo, com um crescimento de 2,3% entre janeiro e março de 2026, atingindo 27,5 milhões de toneladas. Como aponta o Brasil Mineral, o cenário mundial reflete um momento de ajuste no mercado siderúrgico, onde o aumento da capacidade em países como Índia e Estados Unidos não foi suficiente para compensar as perdas significativas na China, na Rússia e no Oriente Médio no início deste ano.










