O governo federal estuda incentivar um projeto de parceria entre a Petrobras e a Vale para a exploração de minerais estratégicos e críticos, caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva alcance a reeleição. Segundo informações divulgadas pelo site da Veja, o plano abrange a extração de elementos essenciais para a transição energética e a indústria pesada, tais como urânio, terras raras, potássio, cobre, nióbio e lítio.
A cúpula da estatal petrolífera analisa há meses o retorno ao setor de mineração, com foco inicial na produção de potássio, insumo fundamental para a indústria de fertilizantes. De acordo com a reportagem, a iniciativa visa reduzir a vulnerabilidade externa do agronegócio brasileiro, dado que o país importa cerca de 90% dos fertilizantes que consome. Contudo, disputas internas na diretoria da Vale acabaram atrasando o avanço das discussões sobre eventuais associações comerciais.
Em paralelo, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já desenvolve estudos voltados para modelos de “parcerias mais criativas” que aproximem o setor público do privado. A matéria destaca que um dos principais motivadores dessas articulações é a retração no valor da produção mineral brasileira, que acumula declínio ao longo da última década devido à perda de competitividade das empresas nacionais no mercado global. Além disso, a notícia ressalta que o chefe do Executivo mobilizou fundos estatais, como a Previ, em tentativas recentes de influenciar a gestão da Vale.

O planejamento para um eventual quarto mandato do atual mandatário também prevê a liderança da Petrobras na exploração de urânio. Essa operação seria realizada de forma integrada com a Marinha do Brasil, detentora da tecnologia de enriquecimento do mineral e responsável pelo desenvolvimento do reator para o submarino de propulsão nuclear nacional.
O site da Veja pondera que tais diretrizes ainda integram as sinalizações de campanha e discursos sobre a ampliação da presença do Estado na economia. As declarações recentes em propaganda eleitoral mencionaram a reestatização de ativos que vão de refinarias a empresas de energia elétrica e mineração, na esteira da notícia sobre a descoberta de novas reservas de petróleo na costa do Amapá, na Bacia da Foz do Amazonas.










