A presença de tecnologias capazes de aumentar a produtividade e reduzir o tempo de máquina parada tem sido um dos grandes atrativos da Exposibram 2026, o maior evento do setor mineral e de infraestrutura da América Latina, organizado pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), em Belo Horizonte (MG). Entre as empresas que ganham espaço no pavilhão de exposições, a Da Gama Brasil se destaca ao apresentar inovações contra o desgaste industrial e anunciar a expansão de suas operações para o estado do Pará.

Especializada em soluções para problemas frequentes na mineração — como abrasão, impacto, erosão e calor —, a empresa teve sua origem na Austrália, onde atua há quase 30 anos. No Brasil desde 2012, a Da Gama foca na fabricação de peças e equipamentos de alta durabilidade, utilizando como matéria-prima principal o Carbeto de Tungstênio, um dos materiais mais resistentes e de maior performance disponíveis no mercado industrial.

Presença consolidada nos grandes polos e nova estrutura no Pará
Atendendo a gigantes dos setores de mineração, cimento, siderurgia, o agro, papel e celulose, como Vale, CSN, Arcelor e Suzano, a Da Gama Brasil aproveitou a visibilidade da Exposibram para reforçar seus planos de interiorização e proximidade com as grandes operações minerais.
De acordo com o CEO da Da Gama, Bruno Ferreira, a abertura da filial paraense faz parte de um ciclo contínuo de investimentos em infraestrutura e atendimento regionalizado.


“Nós começamos a nossa operação no Brasil em 2012, com origem na nossa sócia australiana em 1999. Já estamos na nossa segunda unidade fabril, construída há dois anos num terreno de 12.000 m², e este ano abrimos a nossa filial no Pará. Uma das nossas grandes especialidades é a utilização do tungstênio nas suas mais diversas formas — sinterizado brazado, granulado ou metalizado — para diferentes aplicações. Trouxemos para a feira produtos de grande relevância, como caçambas para retomadoras de minério aplicadas no Porto de São Luís (MA) e tubulações da linha DGB Premium 700 que já operam há sete meses na Vale sem necessidade do primeiro giro, com expectativa de durar até quatro anos”, relatou.
Além da filial no Pará, a empresa já estrutura os trâmites burocráticos para abrir uma unidade no Maranhão e sua primeira loja in-company no Espírito Santo.
Blindagem para pneus industriais: Tecnologia preventiva contra paradas operacionais
Outro grande atrativo levado pela empresa ao seu estande na Exposibram 2026 é um selante preventivo à base d’água desenvolvido para criar uma blindagem contra furos em pneus de veículos leves e maquinários de grande porte.
O especialista em pneus da Da Gama Brasil, Leonardo Pereira, explicou no estande da feira como a tecnologia atua para evitar prejuízos financeiros e manter a frota em operação contínua nas minas.
“Estamos lançando na Exposibram uma blindagem de pneu que evita a fuga de ar quando ocorre um furo. É um produto preventivo, aplicado antes do evento. Dentro desse gel à base d’água existem de 25 a 30 gramaturas de polímeros diferentes, como farelo de borracha, pó de plástico, aramida e Kevlar, que é material balístico. Quando o perfurante entra e sai, o próprio ar da pressão e o movimento do pneu empurram o gel, vedando o buraco de forma praticamente instantânea”, explicou.

Segundo Pereira, o foco da solução é assegurar a disponibilidade dos equipamentos na mina. Em operações pesadas, um furo que custaria R$ 100 para o reparo mecânico simples pode gerar um prejuízo indireto de R$ 2.000 a R$ 3.000 devido ao custo de hora-homem, tempo de máquina parada e uso de equipamentos de grande porte, como empilhadeiras, para a troca.
O especialista destacou ainda que a blindagem reduz a perda natural de calibragem pela porosidade da borracha, gerando economia de combustível e preservando a carcaça do pneu para futuras recapagens. O investimento na aplicação varia entre 10% e 15% do valor total do pneu e dura por toda a sua vida útil.
Redação CKS Online











