Vale apresenta alta de 36% no lucro líquido no 1º trimestre de 2026

Resultado foi potencializado por uma valorização de 5,5% no preço médio do produto, garantindo a solidez financeira da companhia no início de 2026

A mineradora Vale encerrou o primeiro trimestre de 2026 com um lucro líquido de US$ 1,9 bilhão, registrando um crescimento de 36% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a CNN Brasil, os dados financeiros foram detalhados pela companhia nesta terça-feira (28), consolidando a recuperação da gigante do setor de mineração no cenário global.

Apesar da alta expressiva, a CNN Brasil destaca que o resultado ficou ligeiramente abaixo das expectativas dos analistas, que projetavam um lucro de US$ 2 bilhões. Essa variação em relação às previsões compiladas pela LSEG demonstra que, embora o lucro tenha crescido, o mercado mantinha um otimismo ainda mais elevado para o trimestre.

No que diz respeito à eficiência operacional, o Ebitda proforma da Vale atingiu US$ 3,895 bilhões, o que representa um avanço anual de 21%. Conforme reportado pela CNN Brasil, a receita líquida acompanhou essa tendência de alta, somando US$ 9,258 bilhões entre janeiro e março, um crescimento de 14% ante o primeiro trimestre de 2025.

A evolução do lucro líquido é explicada, em grande parte, pelo incremento no Ebitda e pela ausência de efeitos tributários pesados que afetaram o balanço anterior. De acordo com a CNN Brasil, a Vale se beneficiou da falta de encargos relacionados a desinvestimentos de ativos de energia, que haviam gerado um impacto de US$ 135 milhões no ano passado.

Por outro lado, a mineradora ressaltou que os ganhos foram parcialmente limitados por fatores técnicos e operacionais. Segundo a CNN Brasil, houve uma variação negativa de US$ 314 milhões na marcação a mercado de derivativos e debêntures, além de um aumento nos custos de depreciação e exaustão devido ao maior ritmo de atividade.

No encerramento do balanço, a CNN Brasil reforça que o bom desempenho nas vendas foi o grande pilar do trimestre, com um volume de 68,7 milhões de toneladas de minério de ferro comercializadas. Esse resultado foi potencializado por uma valorização de 5,5% no preço médio do produto, garantindo a solidez financeira da companhia no início de 2026.

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