A mineradora Vale acaba de divulgar o seu primeiro Relatório de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), um documento robusto que detalha investimentos, governança, parcerias e soluções práticas voltadas para a modernização do setor. Conforme apontado pelo site Brasil Mineral, a companhia direcionou US$ 685 milhões (aproximadamente R$ 3,78 bilhões) para a área de PD&I e gerencia um portfólio com mais de 350 projetos ativos. A publicação evidencia que essa agenda tecnológica é respaldada por 16 hubs de inovação próprios e por uma forte integração com o ecossistema acadêmico, somando mais de R$ 38,4 milhões destinados a bolsas de pesquisa em universidades e cerca de R$ 10 milhões em aportes para infraestrutura científica.
O relatório assume como princípio que a chamada “Mineração do Futuro” será sustentada por transformações profundas ao longo de toda a sua cadeia de valor, utilizando ciência, automação, inteligência artificial (IA) e economia circular. De acordo com a reportagem, esse ecossistema digital se estende desde a exploração mineral e mapeamento geológico até operações de logística em portos e ferrovias, chegando ao atendimento dos clientes da siderurgia com foco na descarbonização. O Diretor de Tecnologia e Inovação da Vale, Paulo Celso Pires, ressaltou na matéria que a construção desse novo modelo operacional exige disciplina, aprendizado constante e inovação feita de maneira responsável.
Um dos pilares mais relevantes do documento é a consolidação da inteligência artificial aplicada em larga escala aos ambientes industriais da companhia. O site Brasil Mineral revela que a Vale conta com mais de 45 soluções de IA em operação, as quais auxiliam em decisões críticas, como a previsão de condições climáticas nas minas, monitoramento de ativos e otimização logística. Entre os principais exemplos trazidos pela matéria, figuram o MinAInteligente, voltado para a eficiência na mina; o SabIA, uma IA generativa para busca de dados técnicos; o PelotAInteligente, focado na redução do consumo de gás natural; e o simulador VESO, usado para apoiar planos de descarbonização combinando produção e emissões.
A jornada tecnológica da mineradora também avança na automação de processos, redefinindo as competências profissionais no setor. Segundo o site, mais de 90 equipamentos autônomos, como caminhões fora de estrada, perfuratrizes e máquinas de pátio, já estão operando em território nacional, proporcionando ambientes de trabalho mais seguros e integrados por dados. Essa transformação operacional exigiu o treinamento e a requalificação de aproximadamente 300 colaboradores para lidar de forma segura e eficiente com as frotas e maquinários de última geração.
Em relação à sustentabilidade, o projeto da mina de Capanema, localizada em Ouro Preto (MG), é um dos grandes destaques por ser operado de forma 100% autônoma, sem o uso de água e sem a geração de rejeitos ou necessidade de barragens. Adicionalmente, a reportagem salienta que o Programa de Mineração Circular da companhia busca mitigar passivos por meio da reutilização de estéreis para a fabricação de areia sustentável e blocos civis. Os números da matéria indicam que fontes circulares responderam por 26,3 milhões de toneladas de minério de ferro em um ano, representando cerca de 8% da produção total da Vale, com metas de atingir a marca de 10% até o final desta década.
Por fim, o site Brasil Mineral detalha que as inovações promovidas pela mineradora chegam também à logística de transporte e ao cliente final na cadeia do aço. No setor de navegação e ferrovias, destacam-se iniciativas inovadoras como o uso de drones para amarração de navios e a instalação de painéis solares em locomotivas. Na siderurgia, a Vale aposta em soluções limpas, mostrando que os briquetes de minério de ferro possuem potencial para diminuir as emissões de gases de efeito estufa dos clientes em até 10%, enquanto o modelo de Mega Hubs pode reduzir esse impacto em até 70% quando comparado às rotas de produção tradicionais.











