O estado de Minas Gerais volta a entrar em estado de alerta máximo com a segurança de estruturas minerárias. Após o recente episódio envolvendo uma barragem em Congonhas, o transbordamento de uma estrutura de contenção em Itatiaiuçu, na região central do estado, reacendeu o temor sobre a estabilidade de operações sob condições climáticas extremas. Segundo informações publicadas pelo portal Metrópoles, o incidente ocorreu na última segunda-feira (30/3), após fortes temporais atingirem a Serra Azul.
De acordo com o Metrópoles, o volume excessivo de água fez com que sedimentos fossem arrastados diretamente para o leito do córrego Samambaia. O Corpo de Bombeiros foi acionado para a mineradora e equipes de meio ambiente realizaram uma análise preliminar no local. Embora nenhuma anormalidade estrutural catastrófica tenha sido detectada de imediato, a vigilância das autoridades permanece rigorosa devido ao histórico de instabilidades na região.
Para garantir a segurança ambiental, o Metrópoles destacou que novas vistorias técnicas foram agendadas para o desdobramento da ocorrência. Especialistas devem utilizar drones para percorrer e monitorar todo o trajeto feito pelos sedimentos ao longo do curso d’água, visando identificar possíveis danos à fauna e flora locais que não foram visíveis durante o primeiro atendimento emergencial.
Apesar da apreensão gerada na comunidade — ainda sensibilizada por desastres anteriores no estado — o site Metrópoles confirmou, junto ao Corpo de Bombeiros, que não houve registro de vítimas. Até o momento, as autoridades informaram que não há pessoas desalojadas ou desabrigadas, e nenhum imóvel residencial foi identificado em situação de risco iminente por conta do transbordamento.
Em nota oficial enviada à comunidade e consultada pelo Metrópoles, a Mineração Usiminas admitiu que as chuvas intensas causaram o transbordamento de água em duas estruturas de contenção nas operações da Mina Oeste e Central. A mineradora afirmou que os órgãos competentes já foram devidamente comunicados e que segue fornecendo atualizações constantes sobre a situação para os órgãos fiscalizadores.
Por fim, a empresa ressaltou ao Metrópoles que suas operações não utilizam barragens de rejeitos, modelo associado aos maiores desastres do estado, e sustentou que as estruturas geotécnicas permanecem estáveis. A mineradora concluiu informando que mantém equipes de prontidão em campo para apurar as causas exatas do incidente e reforçar as medidas de contenção contra as fortes chuvas.










