A mineradora BHP encerrou o ano fiscal de 2026, finalizado em 30 de junho, com lucro líquido de US$ 9,83 bilhões, representando um crescimento de 9% em relação ao exercício anterior. O resultado operacional da companhia refletiu uma virada histórica na composição de seus ganhos: pela primeira vez, o cobre superou o minério de ferro como o principal gerador de caixa da empresa.
O lucro atribuível subjacente — indicador utilizado pela BHP para mensurar a performance operacional — atingiu US$ 13,2 bilhões, avanço de 30% na comparação anual. O número superou as projeções do mercado, que previam cerca de US$ 12,66 bilhões. No mesmo período, a receita total da mineradora alcançou US$ 58,8 bilhões, valor 15% superior ao do ciclo anterior.
Cobre vira o carro-chefe impulsionado pela transição energética
O principal motor dos resultados foi o desempenho da divisão de cobre. A commodity respondeu por US$ 18,19 bilhões do EBITDA subjacente da BHP, ultrapassando o minério de ferro, que contribuiu com US$ 14,53 bilhões.

A receita do metal foi favorecida por dois fatores:
- Valorização do preço: Cotações médias ficaram cerca de 35% acima dos patamares registrados no ano fiscal anterior;
- Volume de produção: A empresa produziu aproximadamente 2 milhões de toneladas de cobre pelo segundo ano consecutivo.
O avanço do cobre reflete a demanda global impulsionada pela transição energética, expansão de redes elétricas, eletrificação e construção de infraestruturas para inteligência artificial e data centers.
Produção recorde no minério de ferro
Embora tenha perdido o posto de maior gerador de Ebitda, o minério de ferro registrou volumes históricos. A BHP alcançou produção recorde da commodity no ano fiscal de 2026, somando 264,7 milhões de toneladas (+1%).
Na Western Australia Iron Ore (WAIO), principal polo produtivo da mineradora, o volume atingiu 256,9 milhões de toneladas. A empresa também relatou evolução operacional em suas frentes de carvão metalúrgico e energético.
Foco em expansão e metas para 2035
Em alinhamento com a transição de portfólio, a BHP planeja acelerar aportes em projetos de cobre no Chile, Austrália, Argentina e Estados Unidos. A meta de longo prazo prevê um aumento de até 40% na produção de cobre até 2035, por meio do crescimento orgânico e expansão das minas existentes.
“O cobre é o motor que impulsiona o crescimento da BHP”, disse o CEO da BHP, Brandon Craig. “Pela primeira vez, o cobre contribuiu com mais da metade do nosso EBITDA subjacente e gerou um fluxo de caixa livre significativo, o que significa que o nosso crescimento no segmento de cobre se autofinancia”, avaliou.
Redação CKS Online com informações da Revista Mineração










