Força de Carajás: Parauapebas, Marabá e Canaã figuram entre os maiores orçamentos para 2026

Juntas, essas cidades somam quase R$ 7 bilhões em previsão orçamentária, evidenciando o peso da atividade mineral e econômica da região para o Produto Interno Bruto

Um levantamento exclusivo realizado pelo CKS Online revela as potências financeiras do Pará para o próximo ano. Com base nas Leis Orçamentárias Anuais (LOAs) aprovadas ou nas Leis de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o ranking mostra que Parauapebas e Marabá no pódio dos recursos para o próximo ano. Canaã dos Carajás consolidou o 4º maior orçamento do estado, superando potências regionais e cidades muito mais populosas.

Com uma receita estimada em R$ 2,078 bilhões no projeto de lei assinado pela prefeita Josemira Gadelha, a “Terra Prometida” se posiciona logo atrás de Belém, Parauapebas e Marabá, formando o grupo de elite dos municípios bilionários do Pará.

Abaixo, os valores levantados pelo CKS Online que definem as prioridades financeiras das principais cidades paraenses:

Belém: R$ 6,7 bilhões

Parauapebas: R$ 2,602 bilhões

Marabá: R$ 2,2 bilhões

Canaã dos Carajás: R$ 2,078 bilhões

Santarém: R$ 1,895 bilhão

Ananindeua: R$ 1,456 bilhão (orçamento fiscal)

Altamira: R$ 681 milhões

Embora ocupe a quarta posição em valores brutos, Canaã dos Carajás detém um título único neste levantamento: é a cidade menos populosa entre os maiores orçamentos do estado.

O contraste é nítido quando comparado a cidades como Ananindeua ou Santarém. Enquanto esses municípios possuem populações vastas e orçamentos menores, Canaã dispõe de mais de R$ 2 bilhões para uma população significativamente reduzida. Esse cenário garante ao município uma das maiores rendas per capita do Brasil, permitindo investimentos públicos em infraestrutura e serviços que superam a capacidade de capitais e centros metropolitanos.

A força do sudeste paraense é evidente no levantamento, com Parauapebas, Marabá e Canaã dos Carajás ocupando três das quatro primeiras posições. Juntas, essas cidades somam quase R$ 7 bilhões em previsão orçamentária, evidenciando o peso da atividade mineral e econômica da região para o Produto Interno Bruto (PIB) do Pará.

Já em Santarém, o orçamento aprovado de R$ 1,89 bilhão mostra um crescimento sólido, mas ainda abaixo do “eixo mineral” do estado.

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