Reforma tributária: parceria estratégica entre Tax Group e Aspas promete ser o escudo do setor supermercadista no Pará

Em jantar de negócios em Belém, empresas do setor varejista e atacadista se reuniram para alinhar ações de sobrevivência competitiva diante da chegada do IBS e da CBS.

O setor varejista, supermercadista e de distribuição do Pará deu um passo crucial para se blindar contra as incertezas da transição fiscal no Brasil na última quarta-feira (2/7). Durante um jantar de negócios em Belém, a Tax Group e a Associação Paraense de Supermercados (ASPAS) anunciaram oficialmente uma parceria estratégica. O evento contou com uma forte presença de empresários e diretores do segmento, incluindo lideranças ligadas à Associação de Distribuidores e Atacadistas do Pará (ADAPA).

O foco central do encontro não poderia ser mais urgente: a Reforma Tributária. Com a iminente substituição do antigo sistema pelo novo modelo de tributação sobre o consumo — composto pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) —, supermercados e atacadistas se encontram na linha de frente dos setores mais impactados do país.

Para entender as nuances dessa união e o tamanho do desafio que o empresariado local enfrentará, conversamos com Seno Petri – advogado tributarista, sócio fundador da SSP – Soluções Tributárias e Sócio-Membro do Tax Group, que esteve no evento na capital.

Inteligência tributária como ferramenta de sobrevivência

Questionado sobre o significado prático da cooperação, Petri foi enfático ao apontar que a parceria nasce com a missão de preparar o terreno para um cenário complexo.

“A parceria entre a Tax Group e a ASPAS tem como objetivo preparar o setor varejista, especificamente supermercadistas, distribuidores e atacadistas, para os impactos da Reforma Tributária”, explica o advogado tributarista.

De acordo com o especialista, a Tax Group não atuará apenas como uma consultoria tradicional, mas sim como um braço de tecnologia e estratégia. “Na prática, a Tax Group atuará apresentando suas soluções de inteligência tributária para auxiliar esses empresários. O foco é realizar um trabalho de antecipação estratégica, oferecendo orientações e ferramentas para que as empresas consigam navegar pelas mudanças trazidas pelo novo modelo de tributação, visando manter a competitividade e a sobrevivência do negócio diante desse novo cenário”, afirma Petri.

O que muda para o varejo e atacado?

A transição para o modelo dual de valor agregado (IBS e CBS) promete redesenhar as margens de lucro de quem opera no comércio de alimentos e bens de consumo. O setor, que lida com uma cadeia complexa de fornecedores e uma altíssima rotatividade de produtos, precisará recalcular cada centavo.

Seno Petri alerta que a mudança é profunda e não dá margem para o comodismo. “Supermercados, distribuidores e atacadistas estão classificados como um dos setores mais impactados do país com a transição. Devido a essa mudança significativa, a preparação antecipada deixou de ser apenas um planejamento para se tornar uma questão de sobrevivência competitiva”.

O consultor conclui lembrando que o impacto vai muito além do preenchimento de novas guias de impostos. “Isso significa que as empresas precisam entender urgentemente como essas novas regras afetarão seu lucro, seu fluxo de caixa e, em última análise, o próprio valor de mercado de seus negócios”, explica.

Com o cronograma da reforma avançando, o evento em Belém deixa claro o recado ao mercado: as empresas que começarem a redesenhar suas estratégias tributárias hoje serão as sobreviventes — e líderes — de amanhã.

Redação CKS Online

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